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OS DIÁRIOS DE PESQUISA COMO DISPOSITIVO PARA NARRAR A EXPERIÊNCIA QUE SE PASSA ENTRE NÓS: UM CONTORNO METODOLÓGICO POSSÍVEL FORJADO NA INCIAÇÃO CIENTIFICA.

2017, Junio 19 - 20:55

OS DIÁRIOS DE PESQUISA COMO DISPOSITIVO PARA NARRAR A EXPERIÊNCIA QUE SE PASSA ENTRE NÓS: UM CONTORNO METODOLÓGICO POSSÍVEL FORJADO NA INCIAÇÃO CIENTIFICA.

 

Sara Busquet - UERJ/FFP

[1]

sarabusquet@gmail.com

Anelice Ribetto - UERJ/FFP

[2]

anelatina@gmail.com

 

Este ensaio expõe uma pesquisa que a modo de um relato experimental objetiva apresentar uma produção de pensamento sobre um contorno metodológico possível para quem problematiza a experiência educativa no cotidiano escolar: o diário de pesquisa. Efeito da prática cartográfica produzida nos encontros entre uma bolsista de iniciação cientifica ,um coletivo de pesquisa e uma pessoa com surdocegueira que habita uma escola pública de Niterói, o diário emerge como força expressiva  para dar a ver e enunciar aquilo que emerge como experiência neste cotidiano escolar e assim dar língua aos afetos que por esse território experiencial passam. Desta forma, o texto apresentado é uma composição entre a escrita diaristica da pesquisadora/coletivo de pesquisa e alguns interlocutores que emergem de leituras do próprio campo de análise. Foi um trabalho apresentado no XI Seminário Internacional As Redes de Conhecimentos e as Tecnologias (UERJ, RJ, junho de 2017) e no VIII Encuentro Iberoamericano de Colectivos y Redes de maestros que hacen investigación e innovación desde su escuela y comunidad (Morelia, México, julho de 2017).

 

1. Primeiros encontros para produzir este contorno metodológico.

 

Penso, converso e componho como se tece esta pesquisa diarística... Quando me encontrei com essa metodologia? Afinal, o que é, ou que entendo (conversando com autores) por diário de pesquisa?

(Diário de pesquisa, 29 de junho de 2016)

 

Em 2014, Sara Busquet começou a participar como bolsista de Iniciação à Docência, do Subprojeto de Pedagogia da Faculdade de Formação de Professores do Projeto PIBID/CAPES/UERJ e Anelice Ribetto integrou esse mesmo projeto como coordenadora, em conjunto com a professora Rosimeri de Oliveira Dias.

Permaneci no Pibid

[3]

(Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) por dois anos. Esse Subprojeto funcionava na época em parceria com duas escolas, Colégio Estadual Conselheiro Macedo Soares (no Barreto, em Niterói) e CIEP Municipalizado 411 Dr. Armando Leão Ferreira (no Engenho Pequeno, em São Gonçalo), colocando em análise as micropolíticas do cotidiano da escola básica e da formação de professores.

Durante esses dois anos, participei de dois coletivos de trabalho e estudo no CEC Macedo Soares: a Oficina de Informática e o Conexão Macedo. O trabalho aconteciana escola, entre bolsistas e os sujeitos da escola, experimentávamos e problematizávamos os efeitos dos modos representacionais na escola e na vida:

 

Penso com o texto de Orlandi (2002) que conversamos

hoje no grupo de estudos...

Uma escolha, um gesto, um fazer...nunca são somente aquilo que se apresenta. Existem as dobras, as redobras, aquilo que se vê, que se toca e aquilo que não se vê ou não se pode tocar. Em um campo de tensões...

Conexão Macedo é nosso projeto... Experimentar a coletividade não porque é preciso ter domínio disso para sobreviver no mercado de trabalho, mas sim porque vivemos no coletivo, assim é que se faz a vida, o outro em nós. Não porque precisamos criar corpos dóceis que precisam viver em sociedade, mas sim como um meio pelo qual se dá visibilidade ao que é potente nas relações entre NÓS...

(Diário de pesquisa, 26 de agosto de 2015)

 

Foi durante minha permanência no Subprojeto Pibid de Pedagogia na FFP que conheci o método da cartografia e o diário de campo como dispositivo de análise dos movimentos que me atravessavam na escola, na minha formação, na minha vida. Também foi lá que frequentei grupos de estudos onde tínhamos como eixo de análise a noção deformação inventiva de professores, o conceito de cartografia como método de pesquisa e as políticas e práticas da diferença entre escola básica, universidade e a vida. Esses conceitos reverberam na pesquisa monográfica que vem sido composta que, dando expressão a uma cartografia, se tece como diário de pesquisa.

 

Às vezes os versos não vêm quando estamos sentados à mesa para escrever ou quando estamos com um lápis na mão. Muitas vezes eles emergem de um momento qualquer, em uma situação qualquer e pulsam em minha mente querendo sair, querendo eternizar-se em uma folha de papel qualquer ou em um lugar qualquer que possa ficar. Deve ser por isso que eles estão espalhados por mim ou no meu diário ou nas “páginas” do meu celular.

(Diário de pesquisa, 22 de junho de 2015)

 

O método utilizado para o processo de escrita, pesquisa e elaboração da monografia que está em andamento tem sido o da cartografia.Segundo Kastrup (2009), a cartografia tem como finalidade desenhar a rede de forças à qual o objetivo ou fenômeno em questão se encontra conectado. Para isso é preciso que o cartógrafo se deixe levar, se conecte, se permita envolver por esse coletivo de forças “Como cartógrafos, nos aproximamos do campo como estrangeiros visitantes de um território que não habitamos. O território vai sendo explorado por olhares, escutas, pela sensibilidade aos odores, gostos e ritmos” (p. 61).  Por meio deste método cartografo os atravessamentos, as tensões e as linhas pelas quais se passa a minha pesquisa. Através do dispositivo de um diário de pesquisa registro o que e acontece no campo de forças e afetos no decorrer do processo da monografia:

 

Seria possível transportar o sensível para o papel?

(Diário de pesquisa, 25 de agosto de 2015)

 

            A pergunta que escrevo acima, me fiz em 2015... Ela reverbera em mim desde então... Me surgiu durante uma aula de Estágio Supervisionado I com a professora Regina de Jesus na FFP/UERJ. Conversávamos sobre o registro em diários de pesquisa daquilo que nos acontece no cotidiano, e naquela situação, como dispositivo que nos permitiria pensar o estágio e nossa formação como docentes.

 

Para a pesquisa cartográfica são feitos relatos regulares, após as visitas e as atividades, que reúnem tanto informações objetivas quanto impressões que emergem no encontro com o campo. Os relatos contêm informações precisas - o dia da atividade, qual foi ela, quem estava presente, quem era responsável, comportando também uma descrição mais ou menos detalhada - e contêm também impressões e informações menos nítidas, que vêm a ser precisadas e explicitadas posteriormente. Esses relatos não se baseiam em opiniões, interpretações ou análises objetivas, mas buscam, sobretudo, captar e descrever aquilo que se dá no plano intensivo das forças e dos afetos. (KASTRUP, 2009, p. 70)

 

2. Os diários de pesquisa

 

Aqui inicia meu diário de pesquisa...

sua escrita... início de uma monografia diariada ou diarística

que se compõe na escrita das experiências e que

tem nesse movimento uma expressão de vida.

Um diário.

(Início do diário de monografia)

 

Diariando...

 

Sendo tarefa do cartógrafo dar língua para afetos que pedem passagem, dele se espera basicamente que esteja mergulhado nas intensidades de seu tempo e que, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem necessárias. O cartógrafo é antes de tudo um antropófago (...)  Para isso, o cartógrafo absorve matérias de qualquer procedência. não tem o menor racismo de freqüência, linguagem ou estilo. Tudo o que der língua para os movimentos do desejo, tudo o que servir para cunhar matéria de expressão e criar sentido, para ele é bem-vindo. (ROLNIK, 1989, p.1)

 

Como podemosregistrar aquilo que nos acontece? E o que é isso que nos acontece? Acontecer? Passar? Larrosa sobre o conceito de experiência... Mas acredito que precisamos (me incluo) perceber, como Larrosa (2002) nos diz também, sobre a diferença entreinformação e experiência para continuar escrevendo nessas páginas... Diariamente se passam muitas coisas em nossas vidas, em nossas pesquisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece (LARROSA, p. 21, 2002). Tudo o que se passa, passa demasiadamente depressa, cada vez mais depressa (LARROSA, p. 23, 2002) e estamos cada vez mais informados, com mais informações:

 

A informação não é experiência. E mais, a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase o contrárioda experiência, quase uma antiexperiência. O sujeito da informação sabemuitas coisas, passa seu tempo buscando informação,o que mais o preocupa é não ter bastante informação;cada vez sabe mais, cada vez está melhor informado,porém, com essa obsessão pela informação e pelo saber(mas saber não no sentido de “sabedoria”, mas nosentido de “estar informado”), o que consegue é quenada lhe aconteça. (LARROSA, p. 21, 2002)

 

Entretanto, quando estamos disponíveis para o outro, penso com Larrosa (2002), quando paramos para sentir, osensível nos atravessa. Volto-me para minha pergunta...Algo sensível nos toca?Não é algo inteligível que se possa descrever, clinicamente analisar, mas penso que é algo que pulsa... E isso que pulsa? Como registrar? Como não deixar passar aquilo que me passa?

 

Para [pensar partiendo de laexperiencia] no basta con narrar los hechos: es necesario inventar para que una experiencia tome sentidos. En cambio, para "atenerse a loshechos" no es necesario inventar porque ellos nos vienen dados por los modelos aprobados de relación con el mundo, es decir, por los códigos simbólicos de que disponemos. (...) en ellenguaje es necesario inventar porque en laexperiencia a la que el recuerdo se refiere insistentemente, están presentes elementos que loslenguajes de que disponemoscancelan, descartan, evitan, para conservar laimagenya dada(ZAMBONI, p. 25-26, 2002)

 

Penso em minha pesquisa... Como registrar o encontro com o outro? Como narrar a experiência com o outro? Experiência... Conversando com Larrosa (2002), entendo que experiência não é aquilo que passa ou se passa. De acordo com o autor, a experiência é aquilo que nos passa, nos toca, nos atravessa.  Mas e registrar? Escrever? Diariar? Leila Domingues nos alerta que a escrita pode transformar o que vemos ou o que ouvimos em batalhas... “Ela transforma-se em um princípio de ação. Em contrapartida, aquele que escreve se transmuta em meio a esse emaranhado” (MACHADO, p. 149, 2004). Penso, junto com ela, na aposta metodológica deste diário: diariar: um verbo, uma ação, algo que se faz e que nos transforma.

Verbo, ação, diariar...Entretanto, como se vive esse verbo? Este diariar? Skliar nos diz que já nãobasta dizer que escrever é importante para o amanhã, que escrever serve para ofuturo, que escrever serve para o trabalho ou para a continuidade no estudo. “Escrevendo é no presente, nãono futuro. Escrever escrevendo, sim.” (SKLIAR, p. 19, 2016). Escrevendo, diariando, vivendo o presente, o que me atravessa agora, o que pulsa do encontro entre nós na escola.

O encontro entre nós na escola... Vivendo esse encontro e o diariando é o que me proponho no diário de monografia/pesquisa que está em composição. Conversando com Rosimeri Dias percebo que o diário escrito, na cartografia, pode ser uma possibilidade de transformação que acontece e cria novos sentidos e fazeres e de dizeres. Sentidos daquilo que estamos vivendo, expressando no dispositivo do diário ações do presente que nos atravessam.

 

Inventar e escrever uma constituição que nos passa e nos atravessa é distinto de contar o que já está dado e representa-lo caligraficamente. (...) Uma tessitura que opta por dar passagem aos fragmentos de diários das investigações que nos mostram, com efeito, a possibilidade de constituição de um devir texto. Um modo de escrever, de estudar, de trabalhar, de ler o que nos passa e o que se passa nesse entrelugar – formação e escola. (DIAS, p. 114, 2016)

 

Nesse entrelugar em que se atravessa minha pesquisa emergem questões entrenós... O que nos atravessa, escola, universidade, o coletivo de pesquisa... Diariando, escrevendo... Me faz pensar em mais uma questão... Como que estou registrando isso que se passa entrenós? Escrevendo, sim... Paro e olho para a tela do computador, para o diário em cima da mesa e vejo... Palavras. Constantemente, diariamente, escrevo palavras... Larrosa nos diz “creio no poder das palavras, na força das palavras, creio que fazemos coisas com as palavras e, também, que as palavras fazem coisas conosco”(LARROSA, p. 21, 2002). Me faz pensar... O que tenho feito com as palavras aqui no diário de monografia, na pesquisa? O que essas palavras todas têm feito comigo? Percebo que muito de mim tem aqui neste diário e que muito daqui tem em mim...

Leila Domingues Machado nos diz que a leitura nos percorre e não faz apenas parte de umalembrança, torna-se nosso próprio corpo. “É preciso que haja uma composição das consultas, das leituras e releituras, das escolhas,enfim, da vida, naquele que escreve e no que escreve” (MACHADO, p. 149, 2004).O que essa pesquisa tem feito comigo? Para a autora,

 

Trata-se deconectar fragmentos por meio da criação de um estilo de escrita. Eo corpo que aí se cria, não é um corpo de doutrina, é o própriocorpo daquele que ao ser percorrido pelas leituras se apossou delas efaz sua afirmativa. (...) A escrita como encontro com a alteridade, como umdesmanchar do Idêntico, a escrita como um ‘outramento’. Umaestranheza. (MACHADO, p. 149, 2004).

 

            Outramento, o outro, alteridade... Este diário não é meu, não se trata de mim, não se vive por mim... Se trata, se vive, se diária entre nós... Escrevendo estou, diariando estou em um dispositivo de expressão do que acontece no encontro entre mim e os sujeitos na escola.... Digo verdades aqui? Falo do outro aqui? Não pretendo isso... Escrevendo entrenós... “O texto diarista enuncia sua própriaprodução, liberando-se da pretensão do conhecimento definitivosobre o objeto” (BARROS E PASSOS, p. 175, 2009).

            Vivendo uma composição entre nós, mas como eu me coloco nesse entre? Como estou nesta pesquisa?Larrosae Rolnik, mesmo em conversas diferentes me fazem pensar em como estou nessa pesquisa.  Tudo (ou quase tudo) que me passa na escola, nessa pesquisa entre, eu me coloco a disposição para pensar, sentir, viver, escrever, diariar. “O cartógrafo é um verdadeiro antropófago: vive de expropriar, se apropriar, devorar e desovar, transvalorado” (ROLNIK, p. 2, 1989)Pensando, sentindo, vivendo, escrevendo, diariandoo presente... Tem sido um exercício diário, vivido... Como nos diz Larrosa,a experiência nos exige um gesto de interrupção:

 

parar para pensar, parar para olhar,parar para escutar, pensar mais devagar, olhar maisdevagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentirmais devagar, demorar-se nos detalhes, suspendera opinião, suspender o juízo, suspender a vontade,suspender o automatismo da ação, cultivar a atençãoe a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobreo que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aosoutros, cultivar a arte do encontro, calar muito, terpaciência e dar-se tempo e espaço. (LARROSA, p. 19, 2002)

 

Os encontros entre nós na escola, entre mim e minhas companheiras de Orientação Coletiva, entre mim e os textos de diferentes autores são o que mais me impulsam e diariar... As conversas pulsam em mim no presente e no presente estou as escrevendo, as diariando, as vivendo...

 

Todas as entradas são boas, desde que as saídas sejam múltiplas. Por isso o cartógrafo serve-se de fontes as mais variadas, incluindo fontes não só escritas e nem só teóricas. Seus operadores conceituais podem surgir tanto de um filme quanto de uma conversa ou de um tratado de filosofia. (ROLNIK, p. 2, 1989)

 

No encontro com o outro, este diário tem sido composto... “Trata-se de um pedido da escrita do outro. Sem o outro, a escrita está despojada de alteridade. E despojada de alteridade não há escrita”(SKLIAR, p. 18, 2014). Nesse entrelugar (DIAS, p. 114, 2016), entrenós... Com o exercício contínuo de parar, olhar, escutar, disponibilizar-se...Escrevendo, diariandoo que acontece entre nós (LARROSA, p. 10, 2014), pois “Trata-se apenas de escrever o que nos acontece com nossas próprias palavras.”(SKLIAR, p. 18, 2014).

 

3. Diariando entre nós

 

Cursei a disciplina obrigatória de Educação Especial durante o quarto período da graduação. Em uma das aulas dessa disciplina, realizamos uma visita a Escola Municipal Paulo Freire (EMPF) para conhecer o Atendimento Educacional Especializado

[4]

(AEE) e os grupos bilíngues

[5]

(aulas em Libras, como primeira língua, com o aprendizado do Português, como segunda língua, para sujeitos surdos) de lá. Foi muito interessante conhecer grupo bilíngue e aprender um pouco sobre o cotidiano dessa realidade,pois o grupo bilíngue é uma proposta de turma diferente das que estava habituada a encontrar nas escolas regulares.

 

Estava aqui pensando...

A monografia que estou compondo é efeito de uma pesquisa cartográfica que se tece antes mesmo de me inscrever na disciplina Seminário de Monografia... Antes mesmo de ter uma orientadora, ter "escolhido" um tema.
Um gesto... Aquele gesto... Uma conversa... O encontro...

(Diário de pesquisa, 10 de maio de 2015)

 

No final da visita, eu tive a oportunidade de conversar com um rapaz com surdocegueira através de Libras tátil

[6]

. Esse momento não surgiu do nada, eu já esperava por ele antes de acontecer, minha mãeestava diretora da EMPF quando conversei com o esse rapaz. Eu havia visto o Paulo

[7]

várias vezes na escola enquanto fazia visitas a minha mãe lá. Nunca tinha tido coragem,digamos assim, de conversar com ele. Não por receio dele não querer conversar comigo, mas porque eu não imaginava como eu conseguiria me comunicar com ele.Tinha inúmeras dúvidas: Como iniciar uma conversa? Ele fala com a voz? Ele fala com sinais? Ele consegue me ver? Eu vou entender o que ele quer dizer? Será que consigo?

 

Naquele dia, no final da manhã, resolvi que iria conversar com ele. Pensei que juntos iríamos nos entender e fui! Falei com a professora de apoio

[8]

dele que queria conversar com ele e ela foi me ensinando:faz o sinal nas mãos dele e espera ele responder.

A professora me apresentou a ele, disse meu nome, meu sinal

[9]

e disse que eu era filha da diretora, falou também que eu queria conversar com ele. Ele repetiu meu nome, meu sinal e disse que eu era filha da diretora. Comecei então a falar com ele “Oi! Tudo bem?”e ele repetia o que eu falava. “Você estudou hoje? Você gosta de estudar?”e ele repetia os sinais que eu fazia... Depois de duas tentativas, ele me respondeu! Disse “Eu gosto de estudar muito!”e meus olhos brilharam. Fomos seguindo nossa conversa!

(Diário de pesquisa, 31 de maio de 2016)

 

Necessitamos, segundo Larrosa (2014, p. 71), de uma língua para a conversação... Não para o debate, discussão ou diálogo... Uma língua para resistir, para chamarmos de nossa... Converso com Larrosa e penso a experiência da conversa com Paulo... Seguimoscriando e conversando uma língua nossa, entre nós. Conversamos juntos.

A experiência dessa conversa me afetou...me fez pensar sobre a surdocegueira e sobre a educação especial.Segundo Skliar (2015, p. 27), não podemos estar juntos sem sermos afetados e afetarmos mutuamente. A conversa que tive com essa pessoa me despertou para outros olhares e me atravessou de tal forma que apenas uma pesquisa na internet não satisfez minha vontade de conhecer mais sobre o universo da surdocegueira. Busquei (e ainda busco) cursos, palestras, oficinas, textos, artigos e, talvez, o mais importante: mais conversas com o Paulo.

 

FRIO! Me parece que Paulo ama esse tempinho frio e com chuva... Como posso dizer que ele ama esse clima?

Hoje estava chovendo.

Cheguei na escola e cumprimentei todas as pessoas... Quando dei bom dia a Paulo a primeira coisa que ele disse, antes do meu sinal,foi “CHUVA! MUITA CHUVA”

(Eu fiquei surpresa, pois estava acostumada a receber um bom dia de volta, sucedido do meu sinal)

Eu digo “SIM!!! Muita chuva.”

Pergunto a ele se gosta da chuva e do frio e ele diz que sim, diz que gosta muito. Pergunto sobre o sol... Digo que o sol é bom. Ele diz que não! Não gosta de sol e de calor... Gosta mesmo é do frio.

Eu fiquei impressionada, pois foi a primeira vez que H. e eu conversamos sobre algo que não fosse escola ou como ele estava se sentindo naquele dia...Outra coisa que me deixou feliz: Ele puxou o assunto! Eu mesma nada falei para ele dizer algo... Paulo que quis conversar algo comigo!

(Diário de pesquisa, 06 de junho de 2016)

           

O inusitado! Algo que me capturou, me interrompeu, me deslocou... uma conversa com outro assunto, não o mesmo que sempre converso com H. Uma experiência. Penso, comCONTRERAS E PEREZ DE LARA(2010), que a experiência vem o que não é o inesperado, sem um plano ou ordem da qual pensamos que as coisas devam acontecer. A experiência é atravessada pelo improviso, pelo que pulsa... Algo que vivo.

 

Es experiencia precisamente porque irrumpe ante lo que era previsto, lo sabido; no puede estar sometida a control, ni ser producto de un plan. Por eso obliga a pensar, para ser acogida en su novedad, como lo que no encaja, o lo que necesita de un nuevo lenguaje, una nueva expresión, o un nuevo saber para dar cuenta de ella. Irrumpe también su significado, el sentido de lo vivido. (CONTRERAS E PEREZ DE LARA

 

 

......

 

REFERÊNCIAS

 

 

BARROS, L. P.; KASTRUP, V. Cartografar é acompanhar processos. Porto Alegre: Sulina, 2012, p. 52-75. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; ESCÓSSIA, L. (orgs.) Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.

 

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação. Jan/Fev/Mar/Abr 2002 Nº 19.

 

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

 

DIAS, R. O. (2012). Produção da vida nos territóriosescolares: entre universidade e escola básica. Psicologia & Sociedade, 24(n. spe.), 67-75.

 

______. Fragmentos de diário de campo, escrita e devir texto.In: CALLAI, Cristina; RIBETTO, Anelice (orgs.) Uma escrita acadêmica outra: ensaios, experiências e invenções. 1ª edição - Rio de Janeiro: Lamparia, 2016.

 

CONTRERAS, José Domingo; PEREZ DE LARA, Nuria. La experiencia y la investigación educativa. In: CONTRERAS, José Domingo; PEREZ DE LARA, Nuria.  (Comps.) Investigar la experiencia educativa. Madrid: Ediciones Morata, 2010.

 

MACHADO, L. D. O desafio ético da escrita. Psicologia&Sociedade; 16 (1): 146-150; Número Especial 2004.

 

ROLNIK, Suely.Cartografia Sentimental, Transformaçõescontemporâneas do desejo. Editora Estação Liberdade, São Paulo, 1989.

 

ORLANDI, Luiz B. L. O que estamos ajudando a fazer de nós mesmos?In: Margareth Ragp, Luiz B. L. Orlandi, Alfrerdo Veiga-Neto (Orgs.), Imagens de Foucault e Deleuze – ressonâncias nietzscheanas, RJ, DP&A Ed., 2002, pp. 217-238.

 

SKLIAR, Carlos. Incluir as diferenças? Sobre um problema mal formulado e uma realidade insuportável. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, V. 1 N. 1 – pag 13-28 (fev - mai 2015): “Artes de educar”.

 

______. Escrevendo e lendo sobre a identidade, adiferença e a solidão.Leitura: Teoria & Prática, Campinas, v.34, n.66, p.13-29, 2016.

 

ZAMBONI, Chiara. Inventar, agradecer: pensar. In: Diotima, El perfume de la maestra. Enlos laboratórios de la vida cotidiana. Barcelona, Icaria, 2002.

 

 

[1]

Professora de Apoio Educacional Especializado da Rede Municipalde Niterói. Estudante de Pedagogia da FFP-UERJ. Bolsista de IC-CNPQ. Membro do Coletivo “Diferenças e Alteridade na Educação”.

[2]

Professora da Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Membro do Coletivo “Diferenças e Alteridade na Educação”.

[3]

O Pibid(Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino.Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola. Fonte: http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid/pibid

[4]

O atendimento educacional especializado (AEE) identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas, segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008).

[5]

Segundo a Carta Regimento das Unidades Públicas Municipais de Educação de Niterói (2015),as turmas bilíngues, de 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental, são turmas que tem um professor regente bilíngue e são acompanhadas por professor de Libras que tem a função de ensinar Libras para alunos e profissionais da Unidade de Educação.

[6]

Segundo o documento do MEC, Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização: surdocegueira/múltipla deficiência sensorial(2006), língua de sinais tátil que corresponde a um sistema não- alfabético, caracterizada pela realização dos sinais nas mãos da criança, tem por objetivo viabilizar a compreensão integral da informação pelo sujeito.

[7]

Uso um nome fictício para preservar a identidade do aluno.

[8]

Conforme a Carta Regimento das Unidades Públicas Municipais de Educação de Niterói, o professor de apoio planeja e realiza aulas, mesmo na ausência do aluno com deficiência, trabalhando com os alunos os conhecimentos propostos no projeto pedagógico, de acordo com asdiretrizes curriculares em vigor e atua em conjunto com o professor regente, visando atender ao aluno com deficiência no desempenho das atividades de vida diária.

[9]

Nas interações entre sujeitos surdos ou mesmo entre surdos e ouvintes existem algumas características interessantes. O sinal pessoal é atribuído somente pelos surdos, como se fosse um batismo. Não necessariamente o seu sinal pessoal está relacionado com a primeira letra do seu nome. Disponível em <http://www.posugf.com.br/noticias/todas/1591-a-surdez-e-a-lingua-brasile... Acessado em 14 de junho de 2016.

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La Reforma Educativa de Enrique Peña caducará en 2018; Ordorika

2017, Junio 14 - 15:37

La Reforma Educativa de Enrique Peña caducará en 2018; Ordorika

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*Foto: Alejandro Ancona/La Jornada de Oriente

Víctor Hugo Varela Loyola/La Jornada de Oriente

130617.

Imanol Ordorika Sacristán, investigador de la UNAM, participó en el foro “Modelo Educativo. Reforma Educativa”, que organiza la Facultad de Ciencias para el Desarrollo Humano de la Universidad Autónoma de Tlaxcala (UAT). 

Observó Imanol Ordorika Sacristán, investigador de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM);

"Por origen político, la Reforma Educativa de Enrique Peña Nieto tiene como fecha de caducidad a partir del nuevo Gobierno de la República que emerja de las elecciones federales del próximo año, pues ninguno de quienes lleguen a esa posición la mantendrá".  

Reforzó asimismo, observando;

"La Reforma Educativa y el nuevo modelo educativo,  son un fenómeno estrictamente sexenal. Empezó en 2012 y va a terminar en 2018. Ello sólo porque dentro del fraude del proyecto educativo del gobierno de Peña Nieto está la idea de que el nuevo modelo educativo entra en vigor en 2018, es decir, cuando ya se van”. 

Al participar en el citado foro, el también ex líder estudiantil de la UNAM expuso;

“Mi predicción es que no va haber nadie, ninguno de los candidatos o candidatas de ninguno de los partidos va a comprar la Reforma Educativa y la va a hacer propia, porque nadie va a comprar, de entrada, un conflicto con el magisterio mexicano. ¿Quién de los priistas: Narro, Osorio Chong?, solo que fuera Nuño, que resulta una cosa imposible.” 

Cuestionó también;

"¿Quién  va a confrontarse con un millón 200 mil trabajadores de la educación, que además son muy importantes en los procesos electorales?" 

"En el caso del PAN y del PRD, que firmaron el Pacto por México, a través del cual apoyaron las reformas estructurales propuestas por Enrique Peña Nieto, entre ellas la educativa, ya se desmarcaron de este acuerdo, por lo que tampoco sus candidatos respaldarán esta norma, cuya aparición generó desde el inicio conflictos entre el magisterio y el Gobierno Federal".

“En el PAN, abundó, puede ser cualquier candidato. El PRD tampoco se sabe si va a ir con el PAN, con el PRI o se va a aliar con Morena, alguna estupidez así puede hacer, o si se van a lanzar con Rafael Moreno Valle, pero ciertamente ya se desmarcaron completamente de la Reforma Educativa los partidos que respaldaron el Pacto por México. Y mucho menos López Obrador, no va a arroparse en la Reforma Educativa”. 

Imanol Ordorika observó que la Reforma Educativa se tropezó de manera casi definitiva después de los acontecimientos de Nochixtlán <el año pasado, durante el enfrentamiento entre policías y habitantes de esa comunidad de Oaxaca y que provoco seis civiles muertos> y se va a morir el día de las elecciones en junio del año que viene;

“Y se acabó para siempre este proceso que llevó a los niveles de confrontación más violentos que ha habido en el país en muchos, muchos años”. 

De acuerdo con el investigador de la UNAM, este es el escenario que dejó esta apuesta absurda de la Reforma Educativa, que finalmente no va a tener ningún impacto en el proceso educativo nacional. 

Previamente, ante catedráticos e investigadores de la UAT, Ordorika Sacristán resaltó;

"La relación existente, siempre en cualquier país y en cualquier ámbito, entre la educación y la política, pues la educación es una actividad política de la sociedad y debe ser entendida así porque no son contenidos abstractos ni objetivos indefinidos o universales los que se persiguen en el proceso de educar". 

Manifestó enfáticamente;

“Esta politicidad de lo educativo, que con frecuencia se quiere hacer a un lado invocando la neutralidad del conocimiento, como si no estuviera relacionado con estas visiones alternativas del mundo, del país, de la sociedad que existen en muchas de las personas involucradas con los procesos educativos”. 

“No es lo único político en la educación, la educación puede ser un objeto de la lucha política y puede ser un espacio de la disputa política, son dos cosas diferentes.

En esencia, lo que quiero reivindicar es que es necesario entender muchos de los componentes, de los que se llaman cambios o políticas educativas, en distintos momentos, desde una postura que reivindique el derecho a debatir, a confrontar visiones diferenciadas, a traer a la luz proyectos alternativos y a construir acuerdos y consensos, cuando no a confrontar fuerzas políticas reales para determinar los contenidos de lo educativo”.

Para ello, el escritor hizo una revisión de las diversas etapas de la educación en la historia de México del siglo XIX a la fecha, para resumir;

“No habíamos vuelto a vivir con la intensidad y con la longitud del tiempo con el que hemos vivido un debate que invoca tanto a lo educativo como el debate y confrontación que se ha dado desde que tomó posesión Enrique Peña Nieto en diciembre de 2012”. 

Si bien observó que, ya de por sí venía una confrontación con los maestros, una campaña de desprestigio de la labor docente que culminó con el encarcelamiento de Elba Esther Gordillo, 

“Una crítica al docente que había empezado ya con unas producciones de Televisa, por ejemplo el documental ‘De panzazo’, donde se entrevista a las madres de familia que despotrican contra la educación pública y los maestros que les tocan a sus hijos”. 

 A este respecto agrega;

“A lo mejor tomando casos que son ciertos, pero construyendo a partir de ahí una generalización que en el sexenio de Peña Nieto iba ya a convertirse en una gran herramienta de la confrontación política que estaba por venir”. 

Y para precisar, abunda;

“A la hora de toma de protesta de Peña Nieto hay dos segmentos del magisterio que son muy problemáticos, uno es Elba Esther y la burocracia sindical que encabeza y el otro es la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación  (CNTE) que lleva muchos años luchando, confrontándose, desgastando a todos los sectores, pero ahí dando la cara a una serie de interpretaciones sobre lo educativo que hacía un gobierno muy de derecha de Felipe Calderón o uno también de derecha pero no tanto de Peña Nieto”. 

Refirió que al inicio del gobierno de Peña Nieto se planteó el 'Pacto por México', en el que estaban involucradas todas las fuerzas políticas y de donde emergió una serie de transformaciones que llamaron reformas estructurales. 

Sin embargo, indicó también;

"Antes de que viniera la reforma energética, las confrontaciones de la CNTE y los maestros de oposición contra el régimen del gobierno de Peña Nieto, ya tenía dinamita muy intensa, pues más allá de la Coordinadora, el gremio magisterial se convirtió en el único sector social con capacidad de acción política permanentemente organizada y de masas en contra de las políticas del presidente”. 

Aun así, decidieron echar adelante una acción en dos direcciones, por un lado meten a Elba Esther Gordillo a la cárcel y, por el otro lado, llega Emilio Chuayffet a la Secretaría de Educación Pública (SEP) federal;

“Un dinosaurio operador político del PRI, ex gobernador del Estado de México para tronar y establecer un mecanismo de control del magisterio. El discurso fue: recuperar la rectoría del Estado sobre la educación del país”, lo cual asumieron como el eje de esta reforma estructural.

A pesar de ser una Reforma Educativa, observó el investigador universitario, ésta no propone modificar el contenido de lo educativo, la orientación educativa nacional, el perfil del egresado de educación básica, los métodos pedagógicos, las materias, el tiempo que deben estar lo estudiantes en un aula o los materiales que deben utilizar... ¡No, de ninguna manera!”. 

Añadió también;

“Lo que decidieron transformar fue la relación laboral existente entre maestros y maestras con el gobierno de México, construyeron toda una cosa a la que llamaron 'Reforma Educativa' para controlar el acceso a la función docente, la promoción dentro de la profesión docente, pero lo más grave la permanencia o continuidad en la profesión.

Ya de por sí, existía la evaluación, pero nunca se puso en juego la permanencia de profesores en las instituciones”. 

Esta, advirtió;

"Es una condición que va en contra del artículo 123 constitucional, que regula las relaciones laborales en México, y contra la Ley Federal del Trabajo (LFT).

Para hacer esto no solo cambiaron el artículo tercero, para hacer la Ley de Servicio Profesional Docente y cambiaron el artículo 73 de la Constitución, que establece qué actividades son estratégicas para el país, que quedan exentas de lo que estableen las leyes laborales de México”. 

Por ello, se incluyó a los trabajadores de la educación, maestros y maestras, en el artículo 73.

“Mucha gente no ha percibido esto, pero eso es la clave fundamental de lo que llamaron Reforma Educativa, con lo cual se establece la posibilidad de correr a alguien que a lo mejor ganó la plaza por concurso y la puede perder tres años después y quedarse sin empleo”.

“Para justificar todo esto, se construye un discurso muy sencillo, que el secretario de Educación ha sido Carlos Loret de Mola, y la asociación 'Mexicanos Primero'; ellos se convierten en el vehículo para generar esta imagen circular, a lo que he llamado engaño, mito y fraude”.

Desglosando estos tres conceptos;

“Engaño, porque, dicen, todos los problemas de la educación en México son por culpa de los maestros; los maestros y las maestras son flojos, están mal preparados, no tienen compromiso con los niños. Una campaña de desprestigio”.

El mito consiste en que para hacer una reforma educativa se tiene que evaluar a los maestros y maestras, excluir a los que no cumplen y mantener a los que cumplen los estándares del sistema educativo mexicano, pues así se va a arreglar el sistema, y

El fraude es porque establecieron un sistema de evaluación gigantesco. Montaron todo un operativo para una prueba única, estandarizada, hecha a la carrera, sin definir cuáles son los niveles de aceptable, idóneo, no idóneo". 

De acuerdo con Imanol Ordorika, toda esta construcción no tenía por objetivo mejorar la educación, pero condujo a una confrontación magisterial que dejó de ser entre la CNTE y el gobierno mexicano, pues comenzaron a realizarse grandes manifestaciones de maestros y maestras en Monterrey, en Aguascalientes, en Sonora, en Veracruz, en Tabasco, Chiapas, Guerrero, Oaxaca, Michoacán. 

“Todo el país se plagó de movilizaciones magisteriales contra la supuesta reforma educativa y la crítica más contundente fue: la reforma no es educativa, es laboral, no estén engañando a la sociedad”.

A pesar de ello, el titular de la SEP federal, Aurelio Nuño sigue insistiendo al día de hoy que la reforma es exitosa, que se cumple su contenido;

“Pero causó tanta mella el señalamiento de que la reforma no era educativa sino laboral, que entonces dijeron algo que es muy paradójico, ahora que establezcamos la Reforma Educativa, que es la evaluación a los maestros, ahora sí vamos a hacer una reforma educativa con el nuevo modelo educativo”.

Pero, observó también;

"Ellos no salieron con un nuevo modelo educativo por vocación, sino porque quedaron expuestos ante la sociedad mexicana de que no tenían sola idea del sistema educativo mexicano, entonces sacaron el nuevo modelo educativo, que no es educativo, ni es nuevo”. 

La Reforma Educativa generó confrontaciones con el gobierno. A partir de ello, comentó el investigador, se ha tratado de construir todo un escenario político hacia 2018; 

“Ahora, de repente, la reforma educativa y el nuevo modelo educativo se han convertido en una gran herramienta de la operación electoral, pero puede ir en todas las direcciones. Por ejemplo, en la elección de gobernador del Estado de México, el candidato del PRI, Alfredo del Mazo dijo que la reforma educativa no se va a aplicar, entonces estos quieren ganar contradiciendo el proyecto nacional”. 

Pero. por otra parte agrega;

“Al mismo tiempo todo el discurso de Aurelio Nuño es 'cuidado por quien votan, porque si votan mal, va a llegar alguien que va a quitar este tremendo avance nacional que hemos conseguido, va a quitar la reforma educativa'. Lo está diciendo una vez por semana, por lo menos. La operación priista es tratar de amedrentar a la sociedad, diciendo que han tenido un enorme logro educativo. Falso”.

"Y segunda cosa: 'Cuidado por quien votan porque anda un candidato por ahí que seguramente va echar para atrás la reforma".

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura de la nota de Víctor Hugo Varela Loyola, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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Modelo educativo: estrategia electoral y privatizadora

2017, Marzo 28 - 12:30

Lev Moujahid Velásquez

Publicado en: Insurgencia Magisterial 

El nuevo “Modelo Educativo para la Educación Obligatoria. Educar para la Libertad y la Creatividad” se presenta en un gran evento de relumbrón que no podría entenderse sino en el contexto coyuntural que se define por la abierta carrera hacia la sucesión presidencial y la conducción de la nación, así como la crisis de legitimidad que atraviesa la administración de Enrique Peña Nieto, pero también el PRI y sus posibilidades transexenales en el poder.

Entre los varios síntomas de ingobernabilidad que se han manifestado en el presente sexenio destacan los cuatro meses de paro magisterial –que de mayo a septiembre de 2016 consolidaron un ambiente generalizado de rechazo a la reforma educativa– que fue documentado ampliamente por los medios de comunicación, expresado en los análisis de las políticas de gobierno y reflejado entre los informes de los centros de inteligencia, en los que la resistencia docente aparece como un foco rojo para la seguridad nacional.

De suerte que el modelo educativo, inexistente en la praxis después de cinco años de oscurantismo pedagógico, se parece más a una plataforma electoral para recuperar la legitimidad y la gobernabilidad desde su punto más crítico: la reforma educativa. Tal plataforma comenzó, incluso, con el arribo de Aurelio Nuño a la SEP, pero toma mayor consistencia a través de una etapa prolongada de propaganda mediática so pretexto de consultar lo que se dio a conocer como documentos de discusión en 2016.

El nuevo modelo sólo será útil mientras aparezca en el discurso presidencial echando las campanas al vuelo porque ha nacido una “revolución educativa”, en tanto sirva para la persuasión del voto y el activismo político cada vez que los altos funcionarios públicos puedan seguir declarando, con sus matices cada uno, que los avances y la viabilidad de la reforma educacional se verán concretados si se da la continuidad del priismo en el próximo gobierno, de otro modo, un proyecto diferente que plantee la ruptura con el actual, pondría en riesgo el esfuerzo de todos los mexicanos.

Los tiempos del modelo educativo están encadenados a los del proceso electoral, más allá de éste perderá importancia en la agenda nacional; la evidencia implacable de su intrascendencia está en la ruta de aplicación en las escuelas, habrá que esperar hasta agosto-septiembre de 2018; es decir, después de las elecciones, en los últimos cuatro o cinco meses del actual gobierno, cuando ya estén empacando sus maletas para irse y al margen de poder concretar cualquier política pública por la transición hacia la nueva administración.

De ahí que sus conceptos pedagógicos repetidos, desgastados por la incongruencia entre el discurso y la realidad cotidiana de las escuelas –pero también de la sociedad– no hayan encontrado un lugar común donde habitar y que sean ejemplos palpables, vivos y orgánicos de que lo escrito en papel tenga evidencias; primero de que la reforma sea educativa y segundo de que haya dado muestras exitosas dignas de recuperarse. El propio slogan “educar para la libertad y la creatividad”, es la antítesis con la que se gobierna en México: el ejército en la calle intimidando a la sociedad civil es indicativo suficiente de tal incongruencia.

Además de ser una plataforma política, este modelo es la estrategia con la que hace dos décadas se inició el desmantelamiento del sistema educativo nacional público, el cual ha pasado de la descentralización federal a los estados, en algunos casos hasta la municipalización y ahora transita por esta nueva fase que coloca la “escuela al centro” como su atomización en núcleos separados de unidades autofinanciables, con la intervención cada vez más activa de la sociedad en el sostenimiento económico de las escuelas.

La pulverización de los sistemas educativos públicos no es la intención ocurrente de los políticos mexicanos, sino parte de las reconfiguraciones que se dan en la nueva organización de los consorcios económicos exitosos que se han acoplado a los cambios del capitalismo y sus revoluciones tecnológicas.

Betsy DeVos, la recién nombrada secretaria de educación en Estados Unidos, y además esposa del director ejecutivo de Amway, encarna el ideal de nueva empresa cuya base es el trabajo piramidal, en redes personales de vendedores y vendedoras, que sin ningún sistema de interrelaciones físicas o laborables que los vincule, generan nuevos patrones de autogestión individual de la economía empresarial y de consumo personal en línea. De hecho, para la señora DeVos, el sistema educativo conocido hasta hoy es obsoleto y debería funcionar en la misma lógica de su emporio familiar, para tal efecto la inversión estatal tendría que hacerse de forma directa a los centros escolares, tanto públicos como privados para la autogestión de escuelas, currículos y modelos de aprendizaje que sean ofertas diversas en el mercado educativo. De hecho su propuesta más fina es la financiación personal a través de un sistema de vouchers para el ejercicio real de la libertad de consumo, así que no sería difícil imaginar escenarios similares para el contexto mexicano como parte del proceso descentralizador que forma parte de este modelo educativo.

Cuando el modelo para la educación obligatoria mexicano plantea que el desafío del siglo XX fue la cobertura y que el del siglo XXI debe ser la calidad, nos está anunciando el abandono de cuatro millones de menores en edad de estudiar que no están en la escuela, de miles de planteles rurales o urbano marginales en los que aún prevalecen carencias estructurales, pero que no serán parte de esa concreción de la política educativa que se presume llegará a cada centro escolar, porque no los incluye a todos por igual, sino que dependerá del número de alumnos y sus resultados.

Asimismo, la reconcentración escolar es una medida de la escuela al centro, en la que Aurelio Nuño propuso eliminar 100 mil planteles de organización incompleta, los cuales atienden una población dispersa que representa un 15 por ciento en el universo total de alumnos, absolutamente prescindibles, porque no son sujetos de consumo, porque su capital cognitivo no servirá para acrecentar la economía del empresario, según demuestran los bajos niveles de aprendizaje medidos en las evaluaciones externas que justifican su exclusión.

El derecho universal a educarse en el lugar de residencia, por el sólo hecho de ser mexicano, ya no será una prioridad, mucho menos es una propuesta inclusiva según sus propios preceptos, porque la calidad educativa sólo llegará a las ciudades, a las zonas de crecimiento poblacional y desarrollo económico del campo; será accesible únicamente para los que cumplan con las mediciones estandarizadas de los aprendizajes, con lo cual se violenta el principio pedagógico de la educación integral y humanista que se pregona en el modelo educativo.

Este proceso de pulverización va en avanzada en el sector de la formación docente, donde Ana María Luz Aceves Estrada, quien fuera premiada como “vendedora diamante” por la empresa Amway –propiedad de la familia de Betsy DeVos– es la actual titular de la Coordinación Nacional del Servicio Profesional Docente. Hasta hoy, la exvendedora estelar de Amway no ha aplicado ninguno de los trece principios pedagógicos de la labor docente que se describen en el modelo educativo, pero sí ha llevado a cabo los de su matriz ideológica economicista: la entrega de recursos públicos a través de contratos exclusivos con instituciones privadas como el Tecnológico de Monterrey, la capacitación docente precarizada desde espacios virtuales y la eliminación de instituciones públicas para la formación continua, como es el caso de los Centros de Maestros.

Finalmente, es necesario decir que sí hay una revolución educativa, pero no por decreto presidencial, sino que se gesta desde seno del magisterio democrático, se cultiva en las comunidades autónomas y experiencias colectivas de educación popular; se discute, construye y valora de forma permanente en encuentros de redes y congresos pedagógicos alternativos. Sin embargo, ninguna de sus aportaciones que han hecho crisis en el paradigma impuesto por la globalización económica, están presentes en el nuevo modelo educativo para la educación obligatoria.

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México… Al filo de la navaja

2017, Marzo 27 - 11:50

México… Al filo de la navaja

*Imagen cortesía del compañero caricaturista Bertelli.

Alfredo Macías Narro

Febrero del 2017.

A manera de introducción

Las relaciones entre México y los Estados Unidos de América históricamente han sido de toda índole, menos tersas o amistosas.

En el siglo XIX, desde sus inicios, los Estados Unidos habían construido su visión de política de seguridad nacional, mediante la implantación forzada en toda América de su hegemonía militar, política y comercial, a través de la expansión territorial, económica e ideológica:

“Ya desde 1823 el Presidente de los Estados Unidos, James Monroe había enunciado la ahora famosa doctrina que lleva su nombre y que se resume en la frase “América para los americanos” que entrañaba una clara advertencia a las potencias europeas para que no se entrometieran en los asuntos internos de América Latina.  Más tarde, con la teoría del 'Destino Manifiesto' (1845) de John L. O’ Sullivan, los Estados Unidos enfatizarían su “destino revelador” de paladines y defensores de los derechos de los países latinoamericanos ante los gobiernos tiranos de Europa. Estados Unidos, había establecido como estrategia la compra y conquista de nuevas tierras. Pasando por tres etapas claramente diferenciadas en el siglo XIX: 

1. Primera etapa:(1800 a 1819).- Busca la anexión ya sea por compra o por cesión de territorios que aún controlan Francia y España en Norteamérica. De esta forma, se anexan la Louisiana, Indiana, Illinois, Mississippi, Alabama y Florida, tierras de gran importancia desde el punto de vista agrícola y comercial. En el caso de la Louisiana fue comprada a Francia por once millones de dólares obteniendo con ella una salida al Golfo de México a través del puerto privilegiado de Nueva Orleáns que les serviría para sus avances comerciales  y territoriales.  

2. Segunda etapa:(1835 a 1848).- Pretenden extender su frontera hasta el Océano Pacífico. El hecho más importante de este período es la separación (1836) y la anexión de Texas (1845) y la guerra con México (1846-1848) a través de la cual adquirían los estados de Nuevo México, California y Arizona. En California se podía contar con el Puerto de San Francisco para comerciar con Asia. 

3. Tercera etapa:(1860 a 1890).-Se define como un desplazamiento hacia el oeste y exterminio de tribus indias, impulsada por la búsqueda de oro y tierras”. [1]

El expansionismo estadounidense tuvo dos marcados rumbos; la expansión al oeste, en busca de unir el atlántico con el pacífico y adueñarse de las extensas praderas del medio y bajo oeste y el extensionismo territorial hacia el sur.

No nos vamos s detener en el análisis de las causas de la guerra contra México, excepción hecha quizá del paralelismo causal de la política en nuestro país, entonces y ahora, así como las personalidades presidenciales gringas, concomitantemente dignas de consultorio psiquiátrico, del James K. Polk de entonces y el Donald Trump de ahora.

Los antecedentes inmediatos a la intervención norteamericana

“En 1845, Polk envió a John Slidell

[2]

a la Ciudad de México con la encomienda de imponer cuatro puntos de importancia estratégica para los EUA, a saber:

1. Negociar la frontera del Río Grande (conocido como Río Bravo del Norte en México).

2. Llegar a algún acuerdo respecto de las demandas del dinero que México debía a los ciudadanos estadounidenses.

3. Polk pensó que podría vincular ambas cosas y perdonar esa deuda a cambio de que México reconociera la frontera del Río Grande.

4. Sondear el posible interés del gobierno mexicano en vender la alta California y Nuevo México.

Luego, casi como idea tardía, Polk le pidió a Slidell que tanteara el interés del gobierno mexicano en vender California y Nuevo México. Entonces esos eran los cuatro objetivos de Slidell: establecer la frontera del Río Grande, resolver la cuestión de las demandas, y la posible compra de California y Nuevo México”.

[3]

De acuerdo con Sam W. Haynes, historiador de la Universidad de Texas en Arlington:

“James Knox Polk era un abogado de pueblo, un hombre provinciano tanto en su perspectiva como en sus gustos (…) Dentro de lo que sabemos, sus únicos materiales de lectura eran documentos gubernamentales y las Escrituras. Era un hombre cuya mente estaba cerrada a las abstracciones y a las nuevas ideas (…) A Polk no le gustaba delegar autoridad, y por lo tanto se involucró en los asuntos cotidianos de los miembros de su gabinete (…) Las sutilezas de las negociaciones diplomáticas entre las naciones eran algo incomprensible para una persona como James K. Polk. Él practicaba una política en la cuerda floja. En realidad, no importaba que el país fuera México o La Gran Bretaña: Su posición para negociar era la misma. Polk realmente creía que podía presionar a ambas naciones y lograr que se rindieran a las exigencias estadounidenses”.

[4]

“A Polk no le importaba la reacción mexicana. Cuando envió a Slidell a la Ciudad de México, aparentemente nunca consideró que esto tendría un impacto desastroso en las relaciones entre Estados Unidos y México. Algunas personas son de la opinión que esto sugiere cierto desdén de Polk hacia el pueblo mexicano, y creo que es un argumento válido. Polk estaba completamente inconsciente de la posición y el temperamento mexicanos. Simplemente no le importaba”.

[5]

“Así, el gobierno de Valentín Gómez Farías, hacía uso de sus facultades cuando el 11 de enero de 1847 decreta la ocupación de los bienes de manos muertas, para destinarlas al auxilio de las tropas que defendían el territorio nacional. Las corporaciones eclesiásticas se resisten a entregar al gobierno los títulos de las fincas; el gobierno encarga al gobernador del Distrito que adquiera los títulos, Juan José Baz procedió incontinenti a ejecutar lo mandado; en respuesta, el clero se propuso quitar a Gómez Farías del poder”.

[6]

 La traición de los ‘polkos’; la Iglesia y la derecha reaccionaria

“Los “Polkos” se pronuncian en contra del gobierno de Valentín Gómez Farías, presidente sustituto de Antonio López de Santa Anna. El hecho ocurre mientras el país está siendo invadido por los Estados Unidos. Matías de la Peña Barragán, se subleva en protesta por el decreto de ocupación de los bienes de la iglesia para obtener recursos para sostener la guerra contra los invasores norteamericanos. La Iglesia había colaborado antes con el gobierno porque temía que los norteamericanos impusieran la libertad de cultos.”

[7]

“El ‘Plan para la Restauración de los Verdaderos Principios Federativos’, exige la derogación de dicha ley y el regreso de Santa Anna a la presidencia. Los batallones de “polkos” son comandados por oficiales surgidos de las clases acomodadas y se les llama así, porque sus jefes son aficionados a bailar polkas, baile de moda; pero también, por su actitud ante la invasión, ya que son partidarios del presidente Polk de los Estados Unidos, de quien se dice recibieron no menos de cincuenta mil dólares para estallar su movimiento. Tiene éxito la recomendación del presidente Polk a sus jefes militares en campaña contra México, de alentar sublevaciones militares e indígenas (como sucedió en Xichú y otros pueblos), de promover el alejamiento de la población de su gobierno y de incitar a la gente a adoptar una actitud neutral ante la invasión norteamericana.”

[8]

“Mientras tanto, en el Congreso dividido, de inmediato los diputados se entramparán en violentas discusiones: se apodarán con epítetos de traidores, perversos, corrompidos y otros… El clero financia la guerra civil de modo que los pronunciados están bien pertrechados mientras que los han ido a Veracruz a combatir a los ejércitos invasores de Estados Unidos, padecen por falta de provisiones….”

[9]

 El cónsul norteamericano Black John escribe acerca del suceso:

“¿Qué pueden pensar las naciones extranjeras de esta gente, que bajo ninguna circunstancia deja de entregarse a luchas civiles para aniquilarse recíprocamente, no obstante que más de la mitad de su país se encuentra ocupado por fuerzas extranjeras, y la otra en peligro de correr la misma suerte? Su conducta los exhibe como incapaces, tanto para gobernarse por sí mismos, como para ser gobernados por los demás, aunque su proceder los arrastra a este último destino, hasta el grado de que, si persisten un poco más, no dejaran otra alternativa a nuestro país que someterlos a su protección paternal.”

Pese a la oposición formal de muchos congresistas y algunos gobernadores, en general los estadounidenses aceptan como un mal necesario la invasión a México y concretar sus ambiciones territoriales, en pos de la materialización de su ‘Destino Manifiesto’

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Esto es cierto, sin embargo la centenaria relación entre los territorios de América del Norte y sus pueblos, antes de la impostura hegemónica de los nuevos amos blancos, inmigrantes en su inmensa mayoría por cierto, generaron una añeja y sólida tradición cultural que pervive hasta nuestros días. La cultura chicana es una clara muestra de ello.

Ante la denodada, pero débil y dispersa resistencia mexicana, Polk no lograba comprender por qué México seguía luchando. A medida que la guerra se prolongaba, el movimiento antibélico en Estados Unidos seguía creciendo; y tal como sucedió contra la guerra contra Vietnam en los años 60 y 70 del S. XX o la resistencia contra Trump en este 2017, Estados Unidos comenzó a encontrarse en un callejón del que no parece haber una salida diplomática a la vista.

De qué son capaces los gringos

En los turbulentos días de psicosis bélica que corren, sería un craso y tendencioso error, falto de visión histórica, el pretender que la historia moderna del terrorismo comenzó el 11 de septiembre, con el autoataque contra las torres gemelas del Centro Mundial de Comercio (WTC, por sus siglas en inglés) de la ciudad de Nueva York y contra el Centro Estratégico del Comando Militar estadounidense, mejor conocido como "El Pentágono". Es menester detenerse a reflexionar profundamente en las causas, añejas y complicadas que han desembocado en esta situación.

No, la historia moderna del terrorismo, en que se ha involucrado el gobierno norteamericano, comenzó la noche del 15 de febrero de 1898, en que el buque de guerra norteamericano "Maine" voló en pedazos en el puerto de La Habana y sirvió como pretexto para que los Estados Unidos declarase la guerra en contra de España, a quién le atribuyeron dicho acto de "sabotaje terrorista" y que tuvo como desenlace, que los norteamericanos se apoderaran de Cuba y de Filipinas.

La verdad se supo no mucho después de eso. Fueron los propios norteamericanos quiénes realizaron el atentado, sin importar que asesinasen con ello a sus propios marinos. El objetivo era construir un "casus belli" contra España, que tuviese la legitimidad suficiente ante los ojos del pueblo de los E.U.A. y que enfocara hacia un enemigo visible y bien identificable, sus entendib1es sentimientos de revancha.

Las razones económicas por las que los gringos desplazaron a España del dominio político, administrativo de Cuba y Filipinas fue, en el primer caso, de establecer una ‘puerta de entrada’ a tierras mexicanas mediante el dominio de la isla caribeña, a la sazón la mayor y más importante y, desde luego, apoderarse de la producción y comercio del azúcar, por entonces uno de los más grandes del mundo.

En el caso de las Filipinas, era estratégico para los EUA apoderarse de la Alta California para, por un lado, consolidar una etapa vital de su ‘Destino Manifiesto’ o sea su movimiento expansionista hacia el sur y el suroeste.

Recordemos que la antigua Nueva España mantenía la principal ruta comercial marítima con el lejano oriente (China y Japón, principalmente) de todo el continente americano (la añeja y legendaria ‘Nao de China’) y, con el despojo a México de Sn. Francisco, podían ahora desplazar la ruta comercial de Acapulco hacia el norte. El voluminoso tráfico humano de personas desde china, para la construcción de la red ferroviaria norteamericana fue uno de los ‘logros’ que obtuvieron.

La historia se vuelve a repetir la noche del 6 al 7 de diciembre de 1941, cuando, a pesar de que el código secreto japonés, el famoso "Código Púrpura" ya había sido descifrado por la inteligencia militar norteamericana y se sabía con suficiente anticipación del ataque nipón a las islas Hawaii.

Resulta curioso, por decir lo menos, que presentaran a su Flota del Pacífico inerme, como un apetitoso cebo, para la armada japonesa (trampa en la que ingenuamente cayeron éstos) y, sin embargo, la flotilla de sus valiosos portaaviones había salido, con sospechosa oportunidad, de maniobras en la víspera del ataque aéreo. El gobierno de los E.U.A. guardó silencio, a fin de que ocurriese el ataque y se pudiese empujar al pueblo norteamericano a una guerra que no quería.

En Europa, los norteamericanos (de día) y los ingleses (de noche), comenzaron los eufemísticamente llamados "ataques estratégicos", que no eran otra cosa que el bombardeo indiscriminado contra la población civil alemana; ¿El saldo? Más de medio millón de civiles alemanes muertos y poco menos de setecientos mil gravemente heridos (tan sólo en la ciudad alemana de Dresden, hubo más de cien mil civiles muertos, la mayor parte abrasados por las llamas o asfixiados por la falta de oxígeno y los gases venenosos en los bombardeos incendiarios nocturnos de los días 13 y 14 de febrero de 1944).

El único (hasta ahora) bombardeo nuclear genocida fue cometido por los gringos

Al otro lado del mundo, las cosas fueron igualmente dramáticas. Antes del ataque nuclear contra las ciudades japonesas de Hiroshima (el 6 de agosto) y Nagasaki (el 9 de agosto) de 1945, los norteamericanos repitieron la trágicamente probada fórmula de bombardeos masivos de terror en contra de la población civil en varias ciudades japonesas, como Kobe, Kyoto, Nagoya, Osaka y, principalmente, contra Tokio, con bombas incendiarias y latas de fósforo líquido (para avivar los incendios en las construcciones civiles, mayoritariamente hechas de madera). Destaca el ataque contra la capital japonesa, efectuado la noche del 24 de noviembre de 1944, que causó un incendio de enormes proporciones y causó más de diez mil muertos. El resultado del empleo de bombas nucleares, causó en ambas ciudades japonesas, cerca de ciento treinta mil muertes (tan sólo en el primer contacto); las muertes posteriores por exposición a la radiación y por quemaduras, se estima en al menos cerca de cien mil personas más.

Y, a propósito de México, casi nadie recuerda el controvertido motivo de la entrada de nuestro país en la segunda guerra mundial: El hundimiento de los buques mexicanos "Potrero del Llano" y "Faja de Oro", acaecido los días 13 y 20 de mayo de 1942 en aguas del Golfo de México, presuntamente a manos de submarinos alemanes. Sin embargo, en diversos círculos nacionales, incluyendo a militares de alto rango,

[11]

se ha sospechado siempre que tales acciones corrieron a cargo de sumergibles y/o barcos de superficie norteamericanos.

El ‘Casus Belli’ ¿mexicano?

Para ser más precisos, es menester recordar los poco claros acontecimientos relacionados que precipitaron la entrada de México en la Segunda Guerra Mundial.

El ataque al “Potrero del Llano”. En torno a las causas propiciatorias de la entrada de México a la contienda, probablemente la más conocida (y tal vez insuficientemente discutida y estudiada) es el ataque al buque tanque “Potrero del Llano”, ocurrido hacia la media noche del día  13 de mayo de 1942, a corta distancia de la ciudad de Miami. No hay rastro de tal sumergible; solamente el guardacostas

[12]

norteamericano “Némesis” aparece de la nada para rescatar a los sobrevivientes.

El ataque al “Faja de Oro”. El día 20 de mayo de 1942, un segundo buque tanque de Pemex es atacado y hundido, cerca de las costas de "Key West" ("Cayo Hueso"), Fla. USA, y al igual que en el caso del hundimiento del "Potrero del Llano", acaecido el día 13 de ese mismo mes y año, hay múltiples contradicciones e inconsistencias en las condiciones en que ocurrió.

De acuerdo con los datos históricos conocidos, el "Faja de Oro" viajaba en lastre, es decir vacío; provenía del pequeño puerto industrial de Marcus Hook, Del. USA, tras haber descargado 56 mil barriles de crudo, con rumbo a su fondeadero habitual en el puerto de Tampico, Tamps. Méx. Las versiones de los sobrevivientes son, al igual que en el caso del hundimiento del “Potrero del llano”, muy contradictorias; las versiones van desde la afirmación que el buque había embestido y echado a pique al submarino, hasta la discrepancia en el método de ataque sufrido pues, en tanto unos afirman que fue por fuego de cañón, otros afirman que fueron torpedeados. La discrepancia en la hora del ataque es notable; hay quien asegura que fue a las 20:15 hrs. Del 20 de mayo, en tanto que otros consignan que acaeció a las 4:21 hrs. del día 21

[13]

.

Finalmente, los sobrevivientes fueron rescatados por el omnipresente guardacostas norteamericano "Némesis", mismo que participó en el rescate de los náufragos del "Potrero del Llano" apenas un par de semanas antes.

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Los países occidentales en  general y los Estados Unidos en particular, se suelen presentar a sí mismos como una especie de paladines de la libertad y la democracia. La mezcolanza de artimañas, engaños y cinismo con que aquéllos han sojuzgado por la fuerza a muchas naciones y sociedades enteras, aún a costa de sacrificar, en muchas ocasiones, a sus propios conciudadanos.

Es aterrador y aberrante conocer como los gobiernos inescrupulosos y sanguinarios de los Estados Unidos de América, han empujado a la guerra a naciones enteras bajo el influjo de la propaganda tendenciosa, la mentira abierta y la fuerza bruta.

Con base en estos hechos, el día 28 de mayo de 1942, México declara la guerra a los países del Eje.

[15]

El ulterior desarrollo de la escalada de violencia, desatada por los Estados Unidos, la Gran Bretaña y sus "aliados", (eufemísticamente llamada en los medios, desde "guerra contra el terrorismo", hasta "acciones de respuesta"), ha alentado que algunas voces, incluso dentro de los propios Estados Unidos, se hayan empezado a dejar oír, no sólo para llamar urgentemente a la paz mundial o hacer una moción de cordura a los dirigentes del mal llamado "mundo libre", sino para hurgar en la casi perdida memoria histórica y encontrar los, ahora censurados, casos de injerencia terrorista de los norteamericanos en otros lados del mundo.

Entre tantos, encontramos una nota periodística

[16]

relativa a la entrevista concedida al diario “Jornal do Brasil" por el ingeniero químico estadounidense Robert Muller Hayes, de la que cito textualmente:

"Hayes trabajó para la Agencia Central de Inteligencia (CIA) entre 1972 - 1976, cuando el país era gobernado por una dictadura militar apoyada por Washington. En ese periodo se dedicó a cosechar informaciones comprometedoras sobre políticos, sindicalistas y militares brasileños, y también fue encargado de asesinar a militantes de izquierda latinoamericanos que estaban en Brasil. Hayes afirma que organizó el asesinato de un grupo de chilenos y cubanos que estaban refugiados en la casa de un sacerdote en Sao Paulo, pero no reveló sus nombres. Su colaboración habría cesado en 1976, cuando se negó a aceptar una <propuesta indecorosa> que recibió de la CIA: preparar un atentado terrorista en Sao Paulo, contra el propio consulado estadounidense, un teatro vecino a la representación diplomática o la Catedral Metropolitana. Según el ex agente, los actos serían atribuidos a organizaciones de lucha armada de izquierda, que en ese entonces combatían la dictadura militar que gobernó Brasil entre 1964 y 1985".

En ese punto, refiere Hayes: "...ellos superaron el límite. Yo seguía una regla sencilla: sólo mataba a personas malas,(sic) nada de inocentes, mujeres y niños. Es necesario mantener ciertos principios y cuando me negué a participar en ese plan, pasé a ser perseguido y amenazado de muerte". 

Como puede desprenderse de las declaraciones de Hayes, el gobierno de los Estados Unidos ha estado más que dispuesto a reeditar el episodio del hundimiento del "Maine" cuantas veces lo considere conveniente y en los lugares que, a sus intereses económicos, políticos y militares, les resulta redituable.

¡Cuidado, mucho cuidado! con cualquier provocación contra la embajada y/o algunos consulados gringos… Mucho cuidado con que incendien el WTC de la Cd. de México o que secuestren y linchen a algunos turistas estadounidenses los auténticos terroristas de la CIA.

Impidamos a toda costa que Trump y sus halcones puedan edificar un Casus Belli contra México. El siguiente paso sería una intervención armada directa. Igual de Polk en 1845, ya lo dijo Trump en 2017: “Si no saben gobernarse solos, hay que darles una ayudadita”.

El nacionalismo patriótico; allá y aquí

La encarnación de la resistencia a la transculturación de los chicanos en territorio estadounidense, lo representan los ‘Boinas cafés’ (‘Brown berrets’), cuyo movimiento, aunque disminuido y soterrado, todo apunta a su resurgimiento. Su objetivo principal en sus inicios, fue concretar la ideología chicana, establecida en ‘El Plan Espiritual de Aztlán’

[17]

, que implicaba intervenir en las políticas de las instituciones que involucraban a chicanos: Educación, policía, seguridad social, e inmigración. Como organización, los ‘Boinas cafés’ han realizado nutridas manifestaciones, así como otras acciones locales en el sur de California, convocadas para mostrarle al público en general la opresión y el racismo que prevalecían sobre los chicanos.

La resistencia antitrumpista hará resurgir con una gran fuerza y vitalidad a esos dignos descendientes de mexicanos, en los antiguos terruños, otrora nuestros por ley, pero que siguen siendo fieles a la ancestral raigambre, basada en los usos, costumbres, lenguaje y orgullo por su raza; La Raza, así con mayúsculas, como le denominan desde California hasta Texas y de Chicago a Nueva York.

La ascensión imparable de la derecha más primitiva y estólida en los EUA, se configura como un extraordinario peligro para el mundo entero. Numerosos analistas, periodistas, economistas e investigadores sociales dan cuenta de ello en diferentes foros y en diversos tonos. Por ejemplo, Adolfo Gilly dice:

“En una carta de septiembre pasado (2016) Marshall Sahlins, admirable antropólogo nacido en Chicago en 1930, escribió:

‘Los mexicanos son para Trump lo que los judíos eran para Hitler: violadores, traficantes de drogas, asesinos, una degenerada raza criminal que debe ser arrestada y deportada para preservar la pureza de los estadunidenses y la mera existencia de la patria’.

[18] 

En el sentido de resistencia ante las autoritarias iniciativas trumpistas, son notables los comunicados de los alcaldes de N. York, Bill de Blasio y de Los Angeles Eric Garcetti:

“Nueva York y Los Angeles, las dos mayores "ciudades santuario" de Estados Unidos, prometieron resistir al castigo de Donald Trump y seguir protegiendo a sus inmigrantes sin papeles”.

"Protegeremos a toda nuestra gente sin importar de dónde vienen y sin importar su estatus migratorio", dijo el alcalde de Nueva York, Bill de Blasio, en una conferencia de prensa convocada a las prisas luego de que el flamante presidente Trump firmara decretos contra los inmigrantes”.

“La decisión de Trump de cortar fondos federales a la policía de las cerca de 300 "ciudades santuario" del país será "contraproducente" y las tornará menos seguras, añadió”.

"Separar a las familias y cortar financiación a cualquier ciudad -especialmente a Los Angeles, por donde entra el 40% de las mercaderías estadunidenses, y por cuyo aeropuerto viajaron más de 80 millones de pasajeros el año pasado- pone la seguridad personal y la salud económica de toda nuestra nación en riesgo", advirtió asimismo el alcalde Eric Garcetti en un comunicado”.

“El alcalde de Los Angeles aseguró que su ciudad seguirá siendo tolerante y dará la bienvenida a todas las personas "sin importar lo que suceda en Washington DC".

“Los alcaldes de otras cuatro ciudades californianas, San Francisco, Oakland, San José y Berkeley, también denunciaron el decreto de Trump en un comunicado conjunto”.

Justamente a contrapelo de estas medidas de protección, el gobierno del estado de Texas (pero como no) está a punto de declarar ilegales las ciudades santuario en su territorio. De prosperar esta propuesta, tal vez Arizona y Nuevo México le sigan a continuación.

A diferencia de lo que está ocurriendo en la Unión Americana, en México el endeble e ilegítimo gobierno de Peña Nieto trata formar, al lado de la Iglesia y de la derecha más recalcitrante una especie de ‘Unidad Nacional’ que, al menos en la parte formal es una cosa de risa.

Es una postura rayana en la esquizofrenia que los convocantes a marchas y manifestaciones callejeras de la ‘Unidad Nacional’ de marras sean, justamente, los procuradores de la represión y la mano dura; figuras deleznables como la de la Sra. Isabel Miranda de Wallace (eterna vividora de la manipulación de la figura del hijo secuestrado/asesinado) o la ominosa cuan caricaturesca facha de Claudio ‘X’ González (presidente de la fascista organización ‘Mexicanos Primero’), entre otros igualmente nefastos.

Estos nuevos ‘Polkos’, buscan simple y llanamente defender sus intereses particulares, como permanecer en el TLCAN o seguir medrando en el último lugar de la OCDE, a cambio de jugosos cuan turbios negocios.

El gobierno peñista, tal como ocurrió con el gabinete mexicano de 1845, se apresta a declarar más titubeantes mentiras, en busca de una fortaleza que nunca ha tenido y de la legitimidad que jamás ha gozado.

A manera de conclusiones

Han comenzado a dividirse las voces en torno a estos falaces llamados a una ‘Unidad Nacional’ que simple y llanamente no existe, porque no puede existir.

Algunas opiniones de respetables compañeros analistas dicen, a la manera de la famosa tesis de Mao-Tse-Tung: ‘Primero el enemigo de afuera… Después el enemigo de adentro’, en referencia a enfrentar en alianza temporal a los japoneses con los nacionalistas encabezados por Chiang-Kay-Chek, durante la invasión a China de 1939.

Otras visiones, nos hablan de dar la espalda al oportunismo de la derecha y el gobierno y comenzar a erigir un Frente Amplio Democrático y Popular.

¿Quiénes deberán encabezar este movimiento de abajo? La respuesta no es sencilla, pero es de suma urgencia formularla. La primera respuesta, a botepronto, es obvia; Andrés Manuel López Obrador… Quizá. Si se quita de la cabeza esas tonterías de la república amorosa y demás, al tratar por tercera vez acceder al poder a través de las urnas. No. Sabemos que nuevamente le cerrarán el paso, mediante un nuevo fraude o por medidas más extremas y, en todo caso ¿realmente intentaría un cambio de fondo, pacífico y no claudicante? Lo dudo mucho.

Creo que estamos ante el descarnado fin de una democracia que sólo existió por breves instantes en 1999-2000. Es tiempo de una dirigencia fuerte, independiente y No partidista, que conduzca con honestidad y claridad los designios del pueblo ¿Marcos o como sea que se haga llamar ahora? No, no ha abierto la boca. ¿Mireles? No, tampoco; está encarcelado y muy enfermo.

Creo que este nuevo liderazgo, individual quizá, deberá surgir y abrirse paso a golpes de popularidad y honestidad política directamente desde abajo y rindiendo cuentas a las masas, en una marea que, o es ascendente y en crecimiento o no será.

Finalmente, manifiesto que al igual que muchos compatriotas hombres y mujeres con vergüenza y dignidad, estoy dispuesto a defender a mi país contra ese invasor yanqui del nuevo siglo, que asoma su colmillo inmundo tras la sombra ignominiosa de un muro; sólo lamento no tener esa misma certeza acerca de las ‘armas nacionales’, pues no sé a quién le dispararán, llegado el caso.  

[1]

“México y la primera intervención norteamericana”. Tte. Navío SDN. Prof. Leticia Rivera Cabrieles Mtra. en Historia. Documento en PDF.

[2]

Ex senador,  fue delegado en México en los meses que precedieron al estallido de la guerra entre ese país y Estados Unidos.

[3]

http://www.pbs.org/kera/usmexicanwar/prelude/jp_bluffs_and_boundaries_esp.html

[4]

Íbid.

[5]

Íbid.

[6]

Doralicia Carmona Dávila. http://www.memoriapoliticademexico.org/Efemerides/2/26021847.html

[7]

Íbid.

[8]

Íbid.

[9]

Íbid.

 

[10]

La doctrina del ‘Destino Manifiesto’ (en inglés, ‘Manifest Destiny’) es una frase e idea que expresa la creencia en que Estados Unidos de América es una nación destinada a expandirse desde las costas del Atlántico hasta el Pacífico. Esta idea es también usada por los partidarios para justificar otras adquisiciones territoriales. Los partidarios de esta ideología creen que la expansión no solo es buena, sino también obvia (manifiesta) y certera (destino). Esta ideología podría resumirse en la frase: «Por la Autoridad Divina o de Dios». https://es.wikipedia.org/wiki/Doctrina_del_destino_manifiesto La frase pasó a convertirse con el tiempo en una doctrina.

[11]

Omito dar sus nombres, excepto el de mi propio padre; el Teniente Coronel Piloto Aviador, Alfredo Macías Jaime, veterano del Escuadrón Aéreo de Pelea 201, de la Fuerza Aérea Expedicionaria Mexicana, (unidad de caza-bombardeo, que entró en acción del lado de los aliados contra los japoneses en el teatro del pacífico) y con una distinguida carrera militar de treinta años en la Fuerza Aérea Mexicana. Estoy cierto de que esto no obra en contra de su honor y su memoria, sino por el contrario, lo enaltece y lo ennoblece aún más.

[12]

Cabe la aclaración que estos pequeños y veloces buques van armados con cañones y tubos lanzatorpedos.

[13]

N del A. Cabe hacer mención que en los pocos datos oficiales que encontramos del "Némesis", no se hace menión de ninguno de estos hechos.

[14]

Testimonio de Ricardo Gallardo Figueroa, conocido popularmente como "El Negro Gallardo", fue un tripulante sobreviviente del buque petrolero "Potrero del Llano". http://www.noroeste.com.mx/pub/139294

[15]

Ver del autor la obra  “Fuerza Aérea Mexicana; una travesía histórica”, Pp. 19-22.               http://odiseo.com.mx/category/autor/alfredo-macias-narro  

[16]

En páginas interiores del diario mexicano La Jornada. Octubre del 2001.

16 El Grito del Norte (Alburquerque, New Mexico). -- Vol. 2,  no. 9 (Jul. 6, 1969). Autoría de Alurista. Registro ICAA 803398. Investigación de Tere Romero.

[18]

Adolfo Gilly. ‘El presidente Trump y la República Mexicana’. La Jornada. 151116.

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